Páginas

sexta-feira, 19 de abril de 2013



“Uma esplanada sobre o mar”
Sinopse – Drama/ Suspense

Uma rapariga. Uma tragédia. E como a distância e o tempo podem mudar tudo.
Quando alguém pensa viver a vida ao máximo, aproveitando a juventude levada ao extremo, decide mudar de atitude e de vida, olhando para o mundo com novos olhos.
Decidida a encarar a fatalidade do destino, isola-se e descobre uma nova maneira de comunicar, encontrando a paz de espírito que procurava na escrita.
 Qual é a sensação de perder alguém?


Argumento

 A primeira cena passa-se no cemitério antes da introdução. Vêem-se as mãos de alguém que pousam uma flor/ ramo de flores numa campa, no entanto o espectador não sabe a quem pertencem as mãos e poderá pensar que se trata da campa de João, namorado de Maria.
                Posteriormente, inicia-se a introdução onde várias fotografias aparecem com o intuito de mostrar a vida de Maria e do seu “falecido” namorado, a infância de cada e as suas realidades recentes. No entanto, a vida que apresentamos vivida por esta personagem, Maria é uma vida de excessos. Levamos o espectador a pensar que se encontra nesta situação para se consolar em relação à morte do namorado. No entanto, Maria sempre fora uma rapariga rebelde e despreocupada que encontrava os prazeres da vida nos excessos sucessivos cometidos por esta. Dá-nos a conhecer assim o mundo das drogas e do álcool, retratado em flashbacks.
                Numa chegada a casa tardia, Maria encontra a mãe inquieta à sua espera. Esta preparava-se para lhe dar uma triste notícia que o espectador “quase não ouve”, isto é, a conversa será manipulada para que o leve a pensar que a mãe da protagonista se encontra preocupada com o estado actual da filha, após a morte fictícia do namorado. Porém, a conversa que estas têm é relativa à doença da qual Maria sofre. Pressionada por saber que lhe restam apenas 3 meses de vida e desorientada pelo rumo que leva, viaja com o intuito de encontrar a sua paz interior.
                Abandona a família, os amigos, a vida social, a escola e especialmente o namorado (apesar do espectador não o saber – pensando que este se encontra morto), para que estes não sofram após a sua própria morte.
                Maria encontra na praia o que procurava. O barulho das ondas, a presença das gaivotas, a liberdade, a leitura, o encanto do pôr-do-sol, as noites primaveris, a pintura, a esplanada à beira-mar, a música… Serão estes os elementos cruciais para encontrar o seu equilíbrio e a aceitação perante a morte, sentindo-se livre e bem consigo mesma como nunca antes sentira.
                Nesta situação, Maria percebe que precisa de se libertar e começa a escrever cartas, como um diário exprimindo os seus sentimentos, não na esperança de que as suas cartas fossem respondidas mas simplesmente tentando expulsar os seus “fantasmas”. No entanto, começando assim a seguir uma rotina, escreve na esplanada da praia, todos os finais de tarde… e acaba por deixar a primeira carta na mesa onde já é costume que se encontre. No dia seguinte, voltando à mesma hora à esplanada do costume e sentando-se no seu lugar de preferência, acaba por encontrar uma carta de resposta à sua – alguém terá encontrado a sua carta e terá respondido deixando a carta-resposta no mesmo sítio onde Maria a deixara, na tarde anterior precisamente à mesma hora.
                Espantada com o acontecimento, Maria acaba por responder também à carta do seu correspondente misterioso. Após alguns dias onde várias cartas são trocadas entre Maria e o anónimo, ela acaba por se despedir. Damos a entender aos espectadores que Maria se sente finalmente restabelecida e que se despede e agradece o apoio do “desconhecido” que a tem ajudado a ultrapassar a sua perda. Mas a realidade é que o correspondente não é um estranho como esta pensara, trata-se de João, o seu namorado que, não encontrando outra maneira de a apoiar (sendo que Maria se isolou propositadamente, desejando afastar-se do namorado), encontrou nas cartas, a maneira de a apoiar nesta fase final. E acaba por se despedir, não por voltar à sua vida normal mas sim porque sente que o seu tempo chegou ao fim.
                Maria morre alguns dias depois. O espectador é enganado na medida em que pensa que João está morto desde o início da trama sendo confrontado com o final inesperado da morte de Maria. João tem estado sempre presente e a tragédia só se dá no final quando este aparece, pondo uma flor na campa da amada e a Última carta que esta nunca chegou a ler. 

Sem comentários:

Enviar um comentário