Trabalhos realizados na aula de Oficina de Artes por Madalena Monteiro
Começa o 3º Período!
Após o lançamento do novo trabalho, iniciamos uma reflexão individual sobre várias imagens, nuns meros 7 minutos.
Tudo o que a imagem nos transmitisse devia ser posto numa folha de papel em branco, ou até mesmo no word!
Não devemos ter medo de uma folha em branco, como disse a professora, e pelo menos da parte do meu turno acho que todos nos saímos bem!
Adorei a simplicidade da Mariana, o rigor do Diogo, a entoação do Zeca e por aí a diante!
Acho que está a ser uma experiência interessante e é impressionante como por vezes uma imagem fala por si, mas de maneira diferente para cada pessoa.
Só
Sinto-me só,
não tenho ninguém
é claro como a luz.
Sou perseguido pela escuridão
Sinto-me só,
Sinto-me só...
Estou só,
o mar é frio, estou triste.
Vazio, vazio, vazio
Sinto-me só
Sinto-me só.
()
Saudade
Não vás, não vás sem mim
preciso de ti, de cada pedaço de ti
És calor, amor,
Não vás sem mim, não vás
Estás cravado, no meu coração
Isso eu senti,
desde a primeira vez que te vi.
Não vás, não vás sem mim.
()
Hoje
Hoje percebi
Percebi que os sonhos não passam disso.
Sonhos.
Tudo o que lutei até hoje
foi-me negado
perdi tudo
Onde estão os meus sonhos afinal?
Perdi-me, estou perdida.
Quero os meus sonhos já, quero a minha vida de volta.
()
Refúgio
O sol já se pôs
A mesma rotina de sempre
os barulhos do costume
invadem toda a casa
A janela está aberta
uma brisa refrescante passa por mim
É bom estar em casa, tudo me é familiar
o cheiro, os objectos, tudo
Este é o meu refúgio
O sol já se pôs,
a mesma rotina de sempre
os barulhos do costume
invadem toda a casa
É bom aqui estar, é bom estar aqui...
Relatório do Trabalho de Ofa - Final
Este trabalho foi claramente o culminar dos conhecimentos adquiridos durante todo o ano.
Para realizar este trabalho, utilizamos várias áreas técnicas desde a carpintaria à edição de video.
Todo o processo criativo foi extenso prolongando-se mesmo até ao moldar (construção) do trabalho em si.este trabalho foi único pois foi realizado com um par permitindo a explorar toda uma linha de pensamento diferente e muito mais intensa e profunda.
Explorámos os nossos poemas sentimentalmente e de forma detalhada. Estes foram escolhidos de maneira a focar um aspecto fundamental: a ligação entre dois seres humanos. Esta pode ser uma ligação forte e sentida, mas que no entanto até ser encontrada pode ter um caminho sombrio e frio.
Por isso decidimos fazer uma instalação que consiste numa estrutura em forma de paralelepípedo de madeira coberto por manga plástica preta que lhe vai conferir no interior um ambiente escuro e intimista, e com um tecto com formas desenhadas por nós. Dentro desta estrutura passaremos uma espécie de video-arte no qual estarão presentes os nossos poemas e uma serie de elementos que constituíram os pilares do nosso ambiente pretendido.
Aqui fica o link com uma pequena amostra de como decorreu a construção da nossa instalação! http://www.youtube.com/watch?v=h8I0K8QuqaM
Materiais da instalação:
- Manga plástica preta opaca (2x5m)
- Madeira (1.30x1.30x2m)
- Cartão (1.30x1.30)
- Parafusos
- Cola Branca
- Tinta acrílica
- Televisão Sony
- Leitor de DVD
Composição do suporte digital:
- Corantes alimentares
- Maquina fotográfica Canon 1100D
- Tripé
- Aquários
- Parede branca
Edição de video/som:
- Sony Vegas
- Audacity
O Quarto
Artista escolhido: Jane Austen, escritora
Jane Austen foi uma importante escritora inglesa dos séculos XVIII e XIX. A ironia que utiliza para descrever as personagens nos seus romances coloca-a entre os clássicos.
Nasceu em Steventon, Hampshire, em 1775 e pertencia à burguesia.O ambiente onde viveu e cresceu originou a principal inspiração do tema das suas obras, o casamento. A inocência das suas obras é apenas aparente, e pode ser interpretada de várias maneiras.
As suas obras mais conhecidas são Orgulho e preconceito, Sensibilidade e bom senso, Persuasão e Abadia de Northanger, que por sua vez foram adaptados para o cinema.
O quarto não foi feito aleatoriamente e são várias as razões destes objetos e cores, como por exemplo, a caixa de escrita representa um objecto pratico que a escritora transportava facilmente para qualquer sitio onde fosse (madeira, penas, manuscritos, tintas...). As cores
são fortes simbolizando uma mulher forte, revolucionária para a época, uma escritora num mundo de homens, escreveu romances, desvalorizados na altura, utilizava a comédia de uma forma inteligente (ironia). A pena representa a paixão e necessidade de transformar as suas ideias, pensamentos e imaginação, (que começaram desde muito cedo), através da escrita.
A janela redonda simboliza um local de paz e repouso e a escada velha e gasta a vida difícil que teve.
A árvore simboliza a distância, a vida amorosa que podia ter tido mas que não conseguiu alcançar. Acabou por morrer solteira, sem filhos e apenas começou a ser compreendida no final da sua vida. No entanto uma vida solitária possibilitou-lhe uma independência invulgar para a época.
O trabalho está assim, dividido em três partes diferentes da vida da escritora, a parte do livro que está mais ligada a todo o processo de escrita, e encontro consigo mesma, o pedaço de papel com a pena refere-se mais à sua vida após a escrita dos seus livros, e por fim, a frase, que está escrita no seu túmulo, sendo assim a ligação com a sua morte.
Este esquema é mais complexo do que parece, tudo o que escolhi para este trabalho tem um significado, que na minha opinião engloba quem foi Jane Austen.
O 1 representa o que chamei de "Bola de emoções", uma grande mistura das suas sensações e sentimentos com as das suas personagens. As diversas cores transmitem alegria, confusão, tristeza... esta foi feita com arame e muitos tecidos e cordas. O 2 é um telefone antigo castanho e com ele transmito a comunicação que Jane tem com os leitores. O telefone está colocado dentro do livro para realçar a tal necessidade de comunicar. O livro grande, simboliza as suas obras e a sua monumentalidade literária por todo o mundo. Nele tive de usar um xis-acto para retirar parte das folhas para pôr o telefone.
A pena, 4, retrata a maneira como escrevia, a tal paixão que referi em cima e a necessidade de transformar as suas ideias em livros. As letras de computador, 5, foram postas ao acaso no entanto houve duas palavras que achei importante realçar, usando assim as letras do computador para formarem o nome de jane e também um dos principais temas dos seus livros: o amor, no entanto escrevi em inglês para mostrar a sua nacionalidade, inglesa. O 6 representa outra fase do meu trabalho, uma parte do nome de uma das suas obras Sense and sensibility, este foi feito espontaneamente com tinta da china num pedaço de papel, com um dos meus aparos, os borrões de tinta representam a sua espontaneidade.
Por fim e não menos importante a frase que está escrita no seu túmulo, 7, a representação máxima do seu ser interior, uma frase que ao ser lida representa Jane no seu todo.
Após uma reflexão sobre todas as ideias, rapidamente passei do papel para a pratica, e acho que o resultado final foi compensador!
Aqui fica também o link para o meu flickr onde pus mais fotografias: http://www.flickr.com/photos/87364569@N04/sets/72157632986711215/
O que é a arte?
Ambos foram criados com uma intenção. O primeiro e o último foram criados para transmitir emocões diferentes da de uma bicicleta. Mas a verdade é que no final as três peças acabam por ter um peso numa pessoa. Talvez por isso todas representam arte, pois esta deve ser compreendida atraves de sentimentos e emoções de casa passoa. No entanto não precisa de ser bela, pode chocar, como acontece no urinol de Duchamp.
Escultura
A realização da escultura foi um trabalho que me surpreendeu pela positiva. Senti que ultrapassei alguns medos, não tive receio de estragar o trabalho, consegui-me superar.
Gostei de todo o processo envolvido, de preparar o gesso, manusear as goivas, pintar...
Soube bem sujar as mãos com gesso e vestir a camisa velha, sinto-me realizada com o resultado final e ja tenho espaço no meu quarto para colocar a minha escultura!
A nível da cor utilizei cera na base e depois utilizei acrílicos azuis, preto, juntamente com água.
Esta escultura transmite-me calma e uma grande vontade de ouvir música alto, passar um temop sozinha a pensar na minha vida, sem interrupções.
Transfiguração
Este foi um trabalho que me deu um certo desconforto no inicio. Isto porque não sabia bem o que esperar do resultado final. À medida que as aulas foram passando fiquei mais a vontade com o trabalho e com vontade de fazer e criar novas coisas e misturar materiais Como por exemplo usando base da cara, tintas para decorar vidros, cartões de credito, spray dourado, caixas de cd's e ate mesmo cd's.
A base do trabalho foi uma fotografia nossa a preto e branco e em formato A4, o que tornou um bocado limitado o nosso trabalho, no entanto acabou por ser interessante explorar a nossa fotografia e a sua transfiguração.
Um dos conceitos que gostei mais de trabalhar foram as colagens e a utilização do diluente que corroeram por completo, ou não a minha imagem.
Madalena Monteiro, ano lectivo 2012/2013







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